Gostaria de agradecer o carinho e a forca de todos voces. Acho que todos nos gamas aqui ja passamos por perdas dificeis em nossa familia, sendo maes, tias, vo para quem o conheceu, enfim perdas que nos machucaram e nunca mais serao retiradas de nossa memoria, mas olhando por outro angulo, foram perdas que com grande certeza acelerou o processo do nosso emadurecimento e com certeza hoje nos temos o discernimento, nao de entender o porque pessoas tao especiais sao tiradas de nossa vida quando menos esperamos, mas sim de entendermos que nossa vida aqui na terra eh a perda lenta de tudo o que amamos, e que temos que aproveitar e amar todos aqueles que gostamos, pois nao sabemos qual sera a perda do dia de amanha.
Gracas a Deus ja estou recuperado e entendo, com um pouco de dificuldade, que dessa maneira foi melhor para o vovo, pois o sofrimento ja era maior que a forca que ele tinha para continuar vivendo. Enfim agora eh hora de seguir enfrente e continuarmos vivendo e apenas guardarmos no coracao boas lembrancas daqueles que ja se foram.
Mais uma vez muito obrigado pela forca de todos.
Gostaria de compartilhar um texto que papai escreveu...
Sete dias apenas
Tudo começou numa segunda-feira de sol quente no interior das Minas Gerais. Na viagem, Deus nos contemplou com o frescor proveniente das montanhas e ares do interior. O descanso de segunda para terça foi providencial para a renovação de forças, já que na terça, estaríamos a caminho de Santos.
A viagem até Santos consumiu o dia inteiro.
Por volta das sete horas da noite meu jovem-velho Pai já estava hospitalizado na área de repouso do Guilherme Álvaro. Espaço que ele “apelidou” carinhosamente e insistia em chamar de “Paraíso”. Os dias posteriores foram resumidos em cuidados de todos os tipos. Desde o zelo e carinho dos enfermeiros; a assistência coletiva de médicos em suas variadas especialidades;
e, como não podia faltar, o carinho da família nos banhos, troca de roupa, alimentação, e especialmente com as palavras de carinho, amor e incentivo naqueles dias de debilidade física.
O seu rosto frágil contrastava com sua insistência pela vida.
O sofrimento, dores e dificuldades em alojar o corpo doente no leito foram combatidos com alegria, serenidade e uma profunda gratidão por tudo que acontecia em derredor.
Foram APENAS sete dias.
Mas, dias preciosos em seu conteúdo e maravilhosos em suas oportunidades.
Precisos porque falamos da vida que valeu à pena.
Vida que transcorreu entre erros e acertos, vitórias e derrotas.
Vida marcada por lembranças duras, mas muito mais por lembranças boas, dos tempos bem vividos, das comidas gostosas, das anedotas debaixo dos Huitís de Minas Gerais.
Ele nos deixou com apenas sessenta e nove anos de convivência.
Tivemos APENAS sete dias para nos despedir temporariamente, visto que cremos na VIDA que excede a toda vida que este mundo pode imaginar.
Hoje, resta regozijo, gratidão em nossos corações, porque diante da graça de Deus sete dias valeram tanto quanto sessenta e nove anos.
Nossos corações foram privilegiados em viver dias assim.
Dias de uma semeadura sem precedentes. Dias “poucos”, mas que há de permanecer em nós como “muitos”. Muitos, porque tal semeadura ainda continuará fecundando alma e coração.
Os mesmos corações que aguardam ansiosamente aqueles dias em que a “separação” não existirá mais.
Ismar Junior
Saudades primos...
Grande abraco a todos!